quarta-feira, 18 de agosto de 2010


Encontro...

Quero um encontro comigo,
sem estardalhaço, sem meu riso rouco!
Quero me encontrar e comigo aprender ,
quem sou? De onde vem as rimas de meus versos?
Vou pontuar em mim meus pecados d'alma!
Para isso, estendo minha mão e alcanço minha alma...
tristinha ela se esconde de mim...
Tem vergonha que eu a veja , tal qual sou, tal qual ela é...
pequena e de óculos ...quase indistinta
nas horas que passeia enquanto durmo!
Vou inquiri-la de suas andanças, sem cobranças!
Vou separá-la de mim , sem dor ...ou haverá dor?
Alma pequena , não sente ...só ouve a poesia
não sabe sequer recitá-la, mas imprime-a em si
nas suas longas noites de insônia
em que acordada tenta esquecer o ontem!

fatinha,só fatinha ...



quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Roda gigante...


É a vida passando assim
em forma de gigante roda que nos volteam...
que nos levam a alturas e quase a tocar a lua,
que lá no céu, continua contemplativa,
do que escolhemos , para compor poesias!
Ontem , catei pedaços de uma memória perdida.
Uni-os e formei uma saudade, que guardada
se escondia de mim!
Meu peito, hoje me oferece abrigo para guardar-te!
Teu chamado , só me aguça, o desejo que tenho
de encontrar-me , de entender-me!
Ah!eterno divã , chamado tempo...
onde colocas as palavras que aqui tento proferir
e nem sequer balbucios saem?
Aprendi as falas da alma, mas perdi as notas da canção -poesia.
E assim, fechei o livro em que tirava histórias de contos de fada,
sentei numa roda gigante e fiz prece , para que ela em seu giro
me faça encontrar o caminho de casa...minha alma!


fatinha , so fatinha....
Amor...



Canção suave encontro em ti
na hora exata de te amar,
quando meu corpo tocas em leve
e o meu peito fazes sussurrar!


Me abro então, feito uma rosa
pra receber-te tal qual jardim!
onde a abelha pousa numa flor
mas, o teu néctar deixas em mim!

Tuas mãos suaves , ondas do mar!
meu corpo encontra sem suspeitar,
que todo instantes em que me amas,
tu já nascestes pra me amar!

façamos então amor - magia
numa festa única de redenção!
Em que tu colas junto ao meu corpo
teu corpo inteiro e o coração!


fatinha, só fatinha...
Perdida...

E assim me encontrei hoje:
sem música , sem festa ...
pela telha do quarto , só a réstia
de um sol quase morno, que hoje
não brilha para mim!
Final de tudo penso eu!
Mas onde estão todos?
Ainda há pouco comigo sorriam.
ah, esta é a razão de minha agonia!
Eu fui sorriso ontem, mas o perdi,
na ébria noite de tempos atráz!
Até minha prece se tornou vazia,
creio que estancou comigo,
nas horas loucas de fantasias!
Me fiz canção, mas perdi a melodia !
Me tornei poema, sem poesia!
Agora estou aqui, sentada
nesse inerte instante do pensamento,
frágil momento!
Desnudo de mim , minha pele alma,
machucada e pequenina...
e sinto-me menina querendo colo!
Só não sei se choro, ou se esperneio
pois até disso tenho receio...
Sou agora , o pedaço de mim,que deixei escondido...
será que tudo está perdido?
Mas, creio na fé de meus poemas pequenos
nas palavras santas que deixei por aí,
quem sabe juntado-as eu encontre a mim?


fatinha, só fatinha...

Amor...


Ah , o amor que espero...que me confunde dia e noite
que remexe os meus sonhos!
Canta hoje comigo?preciso tanto de ti!
A noite , é uma vida inteira...
e teus olhos me fazem me encontrar,
pingam lampejos de céu, na retina onde vejo minha imagem!
Ah! pequeno -grande amor , que inventei para mim,
Encontra-me hoje e faz-me princesa de contos de fadas...
Teus braços meu castelo, tua boca minha certeza,
teu peito meu cobertor , teu corpo minha casa,
teu amor ...meu encontro, nosso encontro:nossas almas!


fatinha,só fatinha...

Minha Canção...

A minha canção, hoje está pelo avesso!
A fala ta gasta , o grito é humano
a dor é insana, perdi o sentido
rasguei o endereço!!!
A vida que eu tinha, deixei ir embora
a dor que sentia, feria meu peito
manhã sem aurora!
Um jeito , sem jeito...
de por para fora, o medo a despeito
da grande contenda , que travo comigo!
Sou pedra, alicerce de algo maior..
sou sangue , sou fibra, da corda sou o nó,
que dita a medida, dos passos que dou ,
e me fazem sentir , que nunca estou só!
Pois tenho comigo,feliz companhia...
o brilho do Sol, da lua a alegria..
que ilumina as noites , em que eu sozinha
me pego a escrever, fazer poesia!
E nela escrevo, sem medo e com fé;
Sou pedra de assento, sou alma mulher!
Que somente busca sua outra metade,
talvez uma rosa, seja a felicidade...
Ou quem sabe o encanto, seja um grande jardim?
Que nunca percebo está dentro de mim...
então vou me dar um grande presente,
suspiro de amor, amor inocente!
Me fecho os olhos num sono eterno
e do meu jardim , eu viro semente!

fatinha, só fatinha...

Busca...

Busquei-me hoje e não me tive!
Estive ausente do luar que veio!
Ah, sombra de alma , pedaço de mim:receio!
O sol desponta e me encontra
perdida em meus devaneios!
Um encontro comigo, hoje sei,
tem que ser marcado com minha alma
que passeia em águas calmas
de um mar sem cor , e sem fim...
Ah, busca incessante de mim!
Traz-me de volta, encontra-me...
estou perdida desde ontem...
e o tempo já longe se vai!
Escuto longe e percebo, a cantiga triste de meus ais...
quebrados , partidos ...com sua própria dor
e com as dores que no caminho encontrou!
Onde deposito meu fardo de histórias perdidas?
onde desenho meu sonho de encontro comigo?
onde encontro respostas de tardes de amor?
Acendam a luz, me mostrem um mapa ...
ou sei, ficará pelo caminho ...o que de mim restou!!!

fatinha ,só fatinha.... (triste)